terça-feira, 25 de março de 2008

A bolsa e o mito



Luxo ao extremo: Jane Birkin de tênis surrado, jeans e sua Hèrmes no chão!!!

Recentemente, meu cunhando, que não entende nada de moda, fez um pedido inusitado ao meu marido: queria que ele trouxesse uma Birkin de Paris. Com certeza, a intenção era impressionar alguém. Ele só não sabia que comprar uma Birkin não é apenas uma questão de dinheiro - e olha que ela custa beeeeeeem caro. Ter uma Birkin é uma questão de perseverança fashion. O mito, que começou na década de 1980, depois que Jane Birkin reclamou da falta de espaço da Kelly (outro ícone da Hèrmes) e ganhou um modelo em sua homenagem, é capaz de despertar sentimentos das mais diversas naturezas: admiração, inveja, ira (quando você vê alguém que aparentemente não "merece" a bolsa com uma a tiracolo ou sabe que Victoria Beckham tem uma coleção com 100!), mentira (lembra da Samantha em Sex and the City?), paciência, despreendimento financeiro...Os preços começam em US$ 8 mil, mas não sem antes a candidata penar em uma fila de espera que, em média, leva três anos, mas pode chegar a cinco. Feitas manualmente, com os couros mais incríveis do planeta, apenas na França, cada Birkin leva uma semana para ficar pronta. Da França, elas seguem para todas as outras lojas da Hèrmes no mundo. Para se ter uma, além de cash, é preciso esolher entre dois caminhos de Santiago: 1. entre na fila, espere e pague o preço "real" da bolsa. 2. procure em brechós ou arremate uma no ebay, mas cuidado: mesmo usadas, elas são muito, muito caras. O preço, baby, vai as alturas (vi algumas de croco por inacreditáveis US$ 55 mil), porque elas estão ali, disponíevis a um simples click, a trilha mais curta até a glória. Porque algumas coisas na vida não têm preço. Nem que você tenha o mais poderoso dos mastercard.

Um comentário:

Ale Garattoni disse...

Sortuda mesmo é a moça que seu cunhado queria impressionar!!
bjo