terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Cavalli novo?



Confesso que sempre torci o nariz para a imagem sexy, sexy, sexy de Roberto Cavalli. Achava exagerado, sinônimo de perua mesmo. Das duas, uma: ou ele mudou, ou mudei eu. Nos últimos desfiles, a marca do italiano, conhecido pelos justos + bichos, ganhou em suavidade e jovialidade (palavrinha horrível, né?). Comecei a pensar em Cavalli com carinho e considerá-lo para habitar o meu armário, mesmo que hipoteticamente, na temporada de spring 2007. Os toques masculinos, os cintos de pedra, o show de cores vivas
(amo o look da Freja, de saia verde e blusa azul), a barriguinha de fora, com classe, no look pantalona + blusa bordada preta. Tudo parecia bom. Ainda com um pé atrás, achei cedo para pensar em mudança e tinha até certa vergonha de dizer em alto e bom som: "sim, gostei do Cavalli." Pausa de alguns meses, coleção winter 2007: calças de montaria, vestido de oncinha meio retrô, toques de aviador, cores sóbrias, salpicadas por dourados de arrasar. Bom, bem bom. Spring 2008: aquele vestido branco é de laise?!, franjas, delicados florais boho chic...Bom, muito bom. Ok, ele mudou, ou mudei eu. Aguardo o inverno para confirmações.


PS: Se alguém souber o que de fato aconteceu, me avisa!

Quero ser centopéia














Como toda mulher que se preze, tenho loucura por sapatos. Altos, baixos, botas, gladiadoras, scarpins. A contabilidade vai longe e a sapateira (na verdade, o roupeiro, transformado em sapateira) reclama. Mas não adianta, por mais que tenha a certeza de que sim, há sapatos suficientes, a cada temporada, uma das primeiras coisas que corro para olhar é o pé. Na temporada do SPFW, a ankle com salto geométrico do Alexandre Herchcovitch é a minha preferida. Amei as cores, o desafio (será que é fácil caminhar?), a criatividade. Também gostei da série scarpins: Giselle Nasser, com correntinhas no peito de pé, André Lima by Paula Ferber, very sexy, Cori, de tartaruga. No Rio, fico com a sandália gladiadora da Cavendish (com meia). Lá fora, bom, lá fora é uma longa história. Amo a solinha vermelha Louboutin (tenho uma amiga que conseguiu um par por R$ 300 no Trashchic), Pierry Hardy, Repetto...Isso sem falar nos de sempre: Marc Jacobs (o do verão é absurdo, impossível de andar!), Prada (sold-out quase sempre nos it-shoes), Chanel (me arrependo até hoje de não ter comprado uma rasteira chic, chic, que vi na Bergdorf e meu marido, no alto de sua sabedoria, me mandou levar!). Bom, tudo isso pra dizer que agora (e sempre) é uma boa hora para comprar seu companheiro de ruas e avenidas. Reserve o do seu desfile preferido, corra para as liquidações (vi lindas sandálias na Isabella Giobbi e pechinchas na Cavalera), sonhe. Eu já estou com minha listinha pronta, pronta para enfiar o pé na moda. E superansiosa para ver o novo modelo da Tao Galeria, feito pela Maria Prata. :)

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Ano do rato


Acabo de receber a revista da Daslu e confesso: fiquei com uma pontinha de inveja nada branca. Na edição passada, eles estavam na África; agora, foram para a China. Ok, todo mundo que trabalha com moda sabe que é a maior ralação, mas...nesses casos, a vista parece compensar a mão de obra...
Enfim, queria mesmo era falar sobre a China, esse gigante que vai dar o que falar em 2008 por conta, todo mundo sabe, das Olímpiadas e do recente crescimento - 9% ao ano, nada mal para quem saiu de Mao e ainda vive sob sistema político fechado (li As boas mulheres da China e chorei muitas vezes de ódio por pensar como tanta gente achou que a "revolução" era algo bom, pra ser copiado). Mas, apesar ou por causa de tanto paradoxo que envolve essa terra milenar (violência x opulência, estranhamento x fascínio), morro de vontade de conhecer. Tudo lá parece ser prato cheio para a moda - das sedas às pedras de jade, quem pode resistir? Vi na Faap há algum tempo a exposição "China" e fiquei embriagada com as porcelanas Ming, com os dragões da dinastia Qing e com a arte do cotidiano que eles tão bem fazem: seja em um simples chapéu de palha, seja nos colarinhos em forma de tigre, usados pelas crianças em seus primeiros aniversários. Também sou fã dos filmes de Zhang Yimou e confesso que sempre ficou deslumbrada com as imagens dos tecidos coloridos voando em cenas de Hero (foto) ou O Clã das Adagas Voadoras. É interessante ver também, num plano mais amplo, como diversos estilistas que estão dando o que falar (vide Phillip Lim, em matéria de Daniela Falcão, na Vogue) são descendentes de chineses ou orientais, com toda a cultura artesã que isso envolve - mães costureiras, por exemplo, são artigo recorrente. Acho que é chegada a hora de pôr o mandarim em dia, colocar os melhores vestidos de cetim na mala e reservar logo a passagem.

Cabelo, cabeleira, descabelada


Numa recente entrevista à revista Elle, a designer de sapatos Constança Basto dá uma valiosa dica de estilo: invista em um bom corte de cabelo. Afinal, ele é um "acessório" que vai te acompanhar por muito tempo. Muito antes de ler a matéria, já pensava como Constança. Um corte bacana e a cor certa não mudam apenas o look. Mudam o humor. Bom, pelo menos, o meu. Sempre que começo a achar que algo está errado ou chato ou que é hora de uma reviravolta, não tenho dúvida: vou ao salão de beleza. A verdade é que eu vario bastante - tanto o corte e a cor como o salão. É difícil me apegar... Já fui ruiva, loira, morena, castanha (minha cor original é loiro escuro), já tive cabelão, já raspei, já tive Joãozinho e Chanel - o do momento está assim, com franja, algo meio Cleópatra, segundo o meu cunhado... Mas já estou enjoando e achando que é hora de mudar. É como uma terapia instântanea, que não faz mal a ninguém (só quando fica um horror e você chora muuuuuuito depois, mas isso é outra história), e como brincar de "boneca" com você mesma - eu adorava mudar a cara das minhas Barbies na infância. Poucas coisas na vida são tão fáceis de mudar e, ao mesmo tempo, tão reconfortantes - afinal, mesmo que nada saia como o planejado, você sempre tem a certeza que aquilo não é para sempre. Acho que vou ligar pro Klaus (meu cabeleireiro favorito no momento) agora.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Pegando jacaré






Criada em 1933 pelo tenista René Lacoste, que ganhou o apelido de crocodilo graças a sua agressividade em quadra ( daí o símbolo da marca), a Lacoste foi por muitos anos, como era de se esperar, sinônimo de roupas chics para tenistas de todos os níveis e idades - lembro dos meus primos de Sorocaba com uniforme completo e das sainhas que sempre quis usar em quadra, mas nunca tive coragem (achava que era demais para o meu tênis parco). Eis que, muitas décadas depois, a marca, hoje sob o comando de Christophe Lemaire, continua sua trajetória esporte fino, mas, desta vez, busca inspiração em outras modalidades. Na coleção de inverno 2009, desfilada no último dia 2, em NY, Lemaire contribuiu para deixar o ski ainda mais glamouroso: calças, botas, muitos cachecóis e até fofos protetores de orelha passearam pela passarela. E o melhor: tudo em uma cartela suave, em tons de gelo e muito cinza. Adorei ver também os chemisiers xadrezes e as meias 7/8, quero já. Ah, e nem precisa ir para Aspen, Vale Nevado ou Bariloche. Pode usar na rua mesmo, assim que a temperatura permitir, é claro.

Uniforme novo

Lembro até hoje (com pesar) do meu uniforme de escola: azul-marinho, de helanca, com camiseta de algodão branca e só. Nada feminino, variação zero. As crianças de hoje são, com certeza, mais felizes. Hoje, primeiro dia de aula da minha filhota, Maria Clara, cinco anos, vaidade extrema, fui comprar a "coleção" verão/inverno da escola: 3 modelos de vestidos (um jeans, um de algodão amarelo e cinza mescla, um de linho), shorts-saia, twin-set, malha de lã, jaquetas, camisas pólo, T-shirts com ou sem manga longa, calça capri, calça jeans, calça de moletom... a lista é enorme. Até a Maria Clara, com seu alto grau de exigência fashion, ficou feliz da vida. Nada como a evolução natural da espécie.

Carnavalzen


Vários dias sem postar, sorry. Estava "internada" em Atibaia, com muitas crianças, marido, bota de montaria e biquíni de onça da Peppa (marca nova e fofita, visite o site www.peppa.com.br), porque há de se manter a pose mesmo no meio do mato! De volta à ativa, de olho em NY, logo mais faço um resumo do que + gostei, das mudanças (Lacoste bem mais do que Jacaré, Hello Haslton etc) e dos looks para se inspirar e usar já. Aguarde.