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domingo, 8 de junho de 2008

Eu e minha (quase) Birkin



Birkin de croco, no catálogo da grife. Essa aí, amiga, custa 20 mil euros!!!

Acabo de chegar de viagem, estava de férias e fui passar alguns dias em Lisboa, onde meu querido marido tinha duas palestras agendadas. Entre uma ladeira e outra, fomos ao Chiado passear e tomar café na A Brasileira, lugar em que Fernando Pessoa, um dos meus poetas preferidos, costumava divagar. E eis que, quase em frente ao café, vejo a loja da Hermès. Entrei para ver a coleção, inspirada na Índia e, enquanto namorava os braceletes, a simpática vendedora perguntou: "Tenho uma Birkin lá em cima. Queres ver?". Entre incrédula e fascinada, respondi que sim. E, por alguns minutos, tive a bolsa mais desejada do mundo nas mãos. Juro que pensei em comprá-la. Como já disse aqui, a Birkin é mais do que uma bolsa. Muito mais. É um mito. E nunca pensei que entraria em uma loja da Hermès e ela estaria lá, à minha espera (todo mundo conhece as listas). Perguntei o preço, enquanto experimentava as sandálias, e a vendedora falou: 5 mil euros. Em rápida conversão, R$ 13 mil. Too much, baby. Dei tchau para a minha quase Birkin, mas sai de lá feliz, com uma linda carteira em mãos, na cor mais mais da Hermès, a gold, que na verdade é um caramelo. Clássica, para a vida, como tudo lá. Ah, também espiei e experimentei a Kelly, que meu marido acha mais incrível que a Birkin - tinha em várias cores e, óbvio, ela é realmente linda. Agora resta aguardar a abertura da Hermès aqui no Cidade Jardim e saber quanto vai custar uma Birkin por aqui. Suspeito que vai ser mais, bem mais, do que os já excessivos R$ 13 mil. Pelo menos entrar, experimentar e sonhar não custa nada.

domingo, 20 de abril de 2008

Perfecto perfeita





De cima para baixo: a versão biker de Fabia, a perfecto 613, usada por Marlo Brandon, e a perfecto curtinha, by Cori.

Em todas as revistas de moda só dá ela: a perfecto, jaqueta de couro, imortalizada por Marlo Brandon em O Selvagem, é item obrigatório desse inverno. Deixa looks caretinhas com ar rebelde no ato, é perfeita para produções rock glam e faz dupla bonita com vestidinhos leves - aqui, o contraste de materiais é a grande sacada. Difícil resistir. Mas, difícil também é encontrar uma - boa - que caiba no nosso bolso e ainda ter de se decidir entre ela e a biker, versão mais nova, slim e com menos zíperes do que a perfecto original, de 1928.

Vamos as opções: ontem, vi uma linda de morrer na Osklen (mais esportiva, curtinha e com gomos), que custava mais de R$ 2,5 mil! Sim, já falamos como a moda brasileira está soooo expensive, então, é bom ter criatividade. Comprei a minha (biker, com punhos elásticos e molenga) na Saks, em Nova York, e paguei 550 dólares, ou seja, um pouco menos de R$ 1 mil. Para quem não tem viagem marcada, uma boa solução são os brechós - Trash Chic e B. Luxo estão entre os meus preferidos (vi uma Moschino no Trash Chic cheia de tachas, tão rebelde chic!). E, claro, com sorte e olho, dá para achar boas versões em lojas mais populares: tenho uma amiga que comprou uma (biker) na Zara e pagou R$ 350 e vi uma perfecto bicolor (preta, com listras vermelhas) na Renner, que era bem bonitinha.

Onde mais? Fabia Bercsek fez ótimas bikers, a Pelu tem versões da perfecto em pink (que eu só recomendo depois de você já ter uma mais básica, preta ou café)e a Burberry tem a mais incrível de todas, matelassada, vendida na Daslu por muitos digítos - só tente se você realmente não se importar de pagar mais de R$ 5 mil em uma única peça. Ah, e tem a da Cori, que fez uma perfecto mais curtinha, que eu acho uma graça, e a da Kate Moss para a Top Shop (vende aqui em SP, em uma lojinha da Augusta especializada, aliás, em couro, a V.Blanco - eles fazem o modelo que você quiser).

A jaqueta perfeita, no fundo, vai depender do seu estado de humor (dá até para comprar perfectos em lojas de motoqueiros mesmo e fazer o estilo total Hell´s Angels)e das boas e velhas proporções - para alongar o corpo, prefira as mais curtas. Se alguém mais souber onde encontrar opções incríveis, me conta!

PS: A boa notícia é que, apesar de cara, essas jaquetas estão sempre na moda. E duram muito, desde que alguns cuidados sejam respeitados - o couro, por exemplo, precisa respirar. Mas isso já é assunto para um outro post.

terça-feira, 25 de março de 2008

A bolsa e o mito



Luxo ao extremo: Jane Birkin de tênis surrado, jeans e sua Hèrmes no chão!!!

Recentemente, meu cunhando, que não entende nada de moda, fez um pedido inusitado ao meu marido: queria que ele trouxesse uma Birkin de Paris. Com certeza, a intenção era impressionar alguém. Ele só não sabia que comprar uma Birkin não é apenas uma questão de dinheiro - e olha que ela custa beeeeeeem caro. Ter uma Birkin é uma questão de perseverança fashion. O mito, que começou na década de 1980, depois que Jane Birkin reclamou da falta de espaço da Kelly (outro ícone da Hèrmes) e ganhou um modelo em sua homenagem, é capaz de despertar sentimentos das mais diversas naturezas: admiração, inveja, ira (quando você vê alguém que aparentemente não "merece" a bolsa com uma a tiracolo ou sabe que Victoria Beckham tem uma coleção com 100!), mentira (lembra da Samantha em Sex and the City?), paciência, despreendimento financeiro...Os preços começam em US$ 8 mil, mas não sem antes a candidata penar em uma fila de espera que, em média, leva três anos, mas pode chegar a cinco. Feitas manualmente, com os couros mais incríveis do planeta, apenas na França, cada Birkin leva uma semana para ficar pronta. Da França, elas seguem para todas as outras lojas da Hèrmes no mundo. Para se ter uma, além de cash, é preciso esolher entre dois caminhos de Santiago: 1. entre na fila, espere e pague o preço "real" da bolsa. 2. procure em brechós ou arremate uma no ebay, mas cuidado: mesmo usadas, elas são muito, muito caras. O preço, baby, vai as alturas (vi algumas de croco por inacreditáveis US$ 55 mil), porque elas estão ali, disponíevis a um simples click, a trilha mais curta até a glória. Porque algumas coisas na vida não têm preço. Nem que você tenha o mais poderoso dos mastercard.